Na tua pele toda a terra treme
alguém fala com Deus alguém flutua
há um corpo a navegar e um anjo ao leme.
Das tuas coxas pode ver-se a Lua
contigo o mar ondula e o vento geme
e há um espírito a nascer de seres tão nua…
Manuel Alegre
Segunda-feira, 19 de Março de 2012
Domingo, 18 de Março de 2012
devagarinho...
Vive devagarinho.
Aquece-te à réstia do Sol como
quem nunca mais tornará a aquecer-se;
Perde todas
as horas a trespassar-te da vida.
in Húmus de Raul Brandão
Aquece-te à réstia do Sol como
quem nunca mais tornará a aquecer-se;
Perde todas
as horas a trespassar-te da vida.
in Húmus de Raul Brandão
Sábado, 3 de Março de 2012
Domingo, 8 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Sábado, 8 de Outubro de 2011
Eu procuro a verdade
Dentro de um livro fechado
Dentro do próprio silêncio
Sonho apenas sonhado
Silêncio apenas sonhado
Silêncio apenas silêncio
Nasci neste mundo para não te compreender
E perder, perder, perder, sempre...
Nasci neste mundo para nunca te ter...
O fim do céu,
O fim do céu...
O fim da alma e da
Eternidade
Fim do sentido do silêncio
e das palavras...
Eu procuro a verdade
Mas não sei se existe
Como pode existir
Aquilo que nunca viste
O fim do fim,
O fim do fim...
José Luís Peixoto
Dentro do próprio silêncio
Sonho apenas sonhado
Silêncio apenas sonhado
Silêncio apenas silêncio
Nasci neste mundo para não te compreender
E perder, perder, perder, sempre...
Nasci neste mundo para nunca te ter...
O fim do céu,
O fim do céu...
O fim da alma e da
Eternidade
Fim do sentido do silêncio
e das palavras...
Eu procuro a verdade
Mas não sei se existe
Como pode existir
Aquilo que nunca viste
O fim do fim,
O fim do fim...
José Luís Peixoto
Domingo, 2 de Outubro de 2011
Sei muito bem...
(...)
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento
Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
Mário Cesariny
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento
Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
Mário Cesariny
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