(...)
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento
Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
Mário Cesariny
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domingo, 2 de outubro de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Mário Cesariny
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Mário Cesariny
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Dir-te-ei
Dir-te-ei que os meus dias foram os teus dias o teu leito o meu leito
o teu corpo este mar
Dir-te-ei que há uma rosa oculta num jardim e que ela é uma e
outra como nós fomos
estas pétalas são os teus olhos fechados
são as ondas por onde sopra o vento e nasce a cor da aurora e o grito
gelado das coisas
Dir-te-ei foi agora
cintilante mortal contado a fogo
e breve
rigoroso
Mário Cesariny
in Uma Grande Razão
o teu corpo este mar
Dir-te-ei que há uma rosa oculta num jardim e que ela é uma e
outra como nós fomos
estas pétalas são os teus olhos fechados
são as ondas por onde sopra o vento e nasce a cor da aurora e o grito
gelado das coisas
Dir-te-ei foi agora
cintilante mortal contado a fogo
e breve
rigoroso
Mário Cesariny
in Uma Grande Razão
sábado, 12 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Importa o quê?
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício.
Mário Cesariny
(do poema Pastelaria)
e cair verticalmente no vício.
Mário Cesariny
(do poema Pastelaria)
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