sou um pássaro fugaz
inquieto
esperando a vez do novo ser
e olhando a chuva
em mim me deito
raiz, semente
pessoa
por acontecer.
Ondjaki
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
o vento foi manso
fui a vela, o mastro,
o remo do dia.
em mim naveguei
não na calma
pretendida
mas no mar aleatório que se impôs.
rumo solto
em solto rum,
pirata em mim
vi nitidamente em que porto
adormecer.
e se meu barco, revolto,
me não levasse já, lá,
então em sonhos eu seguiria.
mas o vento foi manso
a água esteira
certeira
para o porto em que ainda repouso.
cheguei.
Ondjaki
in Acto Sanguíneo
o remo do dia.
em mim naveguei
não na calma
pretendida
mas no mar aleatório que se impôs.
rumo solto
em solto rum,
pirata em mim
vi nitidamente em que porto
adormecer.
e se meu barco, revolto,
me não levasse já, lá,
então em sonhos eu seguiria.
mas o vento foi manso
a água esteira
certeira
para o porto em que ainda repouso.
cheguei.
Ondjaki
in Acto Sanguíneo
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
tu poderias...voltar a acontecer
se olhando o céu
na cortina cinzenta de cada árvore
eu te pudesse alcançar,
cada sonho meu chamar-se-ia dia
e eu de noite não mais
cerraria os olhos
nem saberia pedir a pálpebra alguma
que se deitasse noutra.
se num sopro astral – ou pequeno –
eu um salto desse,
tomaria por espada um destes galhos
e pediria à morte para matar o tempo
ao contrário.
e na bruma cinzenta de cada árvore
tu poderias – sorriso manso –
voltar a acontecer.
Ondjaki
in Acto Sanguíneo
na cortina cinzenta de cada árvore
eu te pudesse alcançar,
cada sonho meu chamar-se-ia dia
e eu de noite não mais
cerraria os olhos
nem saberia pedir a pálpebra alguma
que se deitasse noutra.
se num sopro astral – ou pequeno –
eu um salto desse,
tomaria por espada um destes galhos
e pediria à morte para matar o tempo
ao contrário.
e na bruma cinzenta de cada árvore
tu poderias – sorriso manso –
voltar a acontecer.
Ondjaki
in Acto Sanguíneo
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Minha noite redonda
quero reaprender o amor na respiração das tuas mãos
quero-me sentado nas pálpebras quietas do teu olhar.
quero me goiabar em ti, caroço e casca, verme e moço,
seiva e corpo.
tu - minha noite redonda
minha madrugada mulata.
Ondjaki
in Dentro de mim faz Sul
quero-me sentado nas pálpebras quietas do teu olhar.
quero me goiabar em ti, caroço e casca, verme e moço,
seiva e corpo.
tu - minha noite redonda
minha madrugada mulata.
Ondjaki
in Dentro de mim faz Sul
terça-feira, 3 de novembro de 2009
mãos sujas de restos de amor
foi com as mãos sujas de restos de amor que estiquei uma madrugada. quando digo a palavra madrugada também sinto um esticão no coração. se agora abuso muito das madrugadas é porque cada uma delas tem restos de amor que eu sempre vou perdendo [...] a palvra amor pode ser um labirinto com mais de catorze lados avessos. depois de esticar uma madrugada encosto a madrugada na minha pele e espero. a pele gosta de ser esculpida de novo muitas vezes na vida.
Ondjaki
in Materiais para confecção de um espanador de tristezas
Ondjaki
in Materiais para confecção de um espanador de tristezas
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