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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

TU ÉS AINDA O MEU RELÓGIO DE VENTO

Tu já me arrumaste no armário dos restos
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.

Mas no tempo subjectivo
TU ÉS AINDA O MEU RELÓGIO DE VENTO
A MINHA MÁQUINA ACELERADORA DE SANGUE
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vento que muda as estrelas

Dias há,
em que o teu sorriso
é uma ilha perdida dentro de mim
e o teu nome
o vento que muda as estrelas
para o dorso das andorinhas.

Dias há
em que procuro os teus olhos
e silenciosamente te digo «meu amor»,
como se eles fossem peixes
e as palavras animais estranhos
capazes de turvar a paz
das grandes profundidades.

Isabel Meyrelles