Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
sábado, 20 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Inicio, Anuncio, Denuncio
Nocturnamente te construo
para que sejas palavra do meu corpo
Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me inicio
me anuncio
e me denuncio
Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces
Mia Couto
in raiz de orvalho e outros poemas
para que sejas palavra do meu corpo
Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me inicio
me anuncio
e me denuncio
Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces
Mia Couto
in raiz de orvalho e outros poemas
terça-feira, 16 de março de 2010
3
Procuro entender como é que moldas
Os meus pés ao equilíbrio que os desloca no chão
Sei que és tu que me levantas
Que remendas o meu corpo cada dia
execerto de um poema de Daniel Faria
in Poesia
Os meus pés ao equilíbrio que os desloca no chão
Sei que és tu que me levantas
Que remendas o meu corpo cada dia
execerto de um poema de Daniel Faria
in Poesia
segunda-feira, 15 de março de 2010
A minha cabeça encostada ao teu peito
Caminaré ciego, porqué sé que miras
Dime con tus dedos
Que no habrá más peros
Que siempre seremos
Mientras nos toquemos
Facto Delafé y las flores azules
Dime con tus dedos
Que no habrá más peros
Que siempre seremos
Mientras nos toquemos
Facto Delafé y las flores azules
sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Nocturno
Espasmo del cuerpo, cuando entras en la noche
y el viento nocturno que alterará la meteorología.
De pie junto a una gran ventana victoriana
(pesados estores y un pedazo de un grand piano),
a tus espaldas las primeras estrellas
y las móviles dunas de un sol que se apaga.
Te gustaría quedarte así, permanecer en el aire
entre el silencio de la habitación y tu mañana,
existir como esa blanca mariposa al otro lado del cristal
a la luz del atardecer. Deseas (deseo)
que el mundo sea siempre así como
es cuando llena el vacío que dejas.
Abel Murcia
y el viento nocturno que alterará la meteorología.
De pie junto a una gran ventana victoriana
(pesados estores y un pedazo de un grand piano),
a tus espaldas las primeras estrellas
y las móviles dunas de un sol que se apaga.
Te gustaría quedarte así, permanecer en el aire
entre el silencio de la habitación y tu mañana,
existir como esa blanca mariposa al otro lado del cristal
a la luz del atardecer. Deseas (deseo)
que el mundo sea siempre así como
es cuando llena el vacío que dejas.
Abel Murcia
Subscrever:
Mensagens (Atom)
